quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Um dia de Sete de Setembro

A experiência do primeiro desfile de um garoto


Acordei, devo estar atrasado, pulei da cama de repente e quando olhei pelas brechas da janela ainda estava escuro, voltei a dormir.
Meu nome é Nicolas, tenho 8 anos e estudo o 3ª ano do ensino fundamental na escola Adão Valdir Lamota.

Atrasado

Mamãe me acordou as 6h e 15m, fui correndo me vestir, minha mãe já tinha preparado as minhas roupas: uma camisa branca com o emblema da escola, uma bermuda jeans verde musgo e um tênis da mesma cor. As roupas lembravam o exercito, mas com certeza não foi de propósito, minha mãe não acha legal a idéia de me ver servindo ao exercito na verdade nem policial ela quer que eu seja.
Seria o meu primeiro dia desfilando no 7 de setembro, meu irmão disse que várias pessoas morreram para que eu pudesse viver e não ser um escravo dos portugueses e este desfile seria uma das maneiras de agradecer a estas pessoas. Eu estava muito animando e sentia que até podia sair voando se eu realmente quisesse, até tentei um pouco longe dos olhos de minha mãe, seria uma tragédia se ela me visse voando, mas não aconteceu nada, acho que meus poderes estão vindo aos poucos.
Da escola até minha casa são duas quadras, no caminho senti que minhas mãos estavam geladas, senti que aquela seria uma manhã repleta de novas sensações.
Quando cheguei à escola já tinha bastante gente lá, alguns corriam de um lado pro outro, alguns brincavam, meninas ensaiavam passos de dança, outros apenas sentavam e observavam. Nossa! Havia gente fantasiado de advogado, piloto de corrida, cowboy e até de onça.

Frase estranha

Quando o professor me viu ele me pegou pela mão e logo e levou para ver as placas que meu iria carregar. Uma das placas dizia: “A sociedade é maior que mercado. O leitor não é consumidor, mas cidadão. Jornalismo é serviço público, não show”, o professor me disse que essa era uma citação de Alberto Dines, e seria perfeita para alguns pessoas que fazer telejornalismo e mostram pais de familia mortos na TV, eu sinceramente não entendi muito bem o que a citação queria dizer, mas sabia que era importante, eu não gostaria de ver minha mãe morta na TV.

Lanchinho


Chamaram os alunos para lanchar e fui junto, a fila estava pequena em comparação aos dias normais, um colega na minha frente que estava vestido de lutador de karatê e na frente dele tinha um fantaziado de boto, foi... diferente, em que outro lugar do mundo poderia ter essas duas coisas na mesma fila?

Deixa pra próxima

Voltei do refeitório e o ônibus já tinha chegado, ele estava na frente da escola, todo mundo queria entrar no ônibus ao mesmo tempo, logo o ônibus ficou lotado, não tinha espaço algum e pior eu estava do lado de fora, o ônibus se foi.
Por algum tempo achei que ficaria pra traz e meu primeiro desfile não aconteceria. Quando ouvi a diretora dizer: “... vai sim, o ônibus vai fazer duas viagens...” ufa! Foi um alivio. Fui na segunda viajem do ônibus e o lado bom é que ele não estava tão lotado quanto da primeira vez, na medida em que a distância do local do desfile ficava menor, minhas mãos suavam mais. Assim que cheguei lá, minha nossa! Quanta gente! Tinha muitas escolas e cada escola muita coisa diferente, como por exemplo: um de leão de pelúcia em cima de uma viatura da polícia, índios, bailarinas, capoeiristas, até personagens de historinhas como a Chapeuzinho Vermelho e a Bela Adormecida estavam lá.

Ao som da fanfarra

No momento em que a fanfarra começou a tocar eu comecei a marchar quase que involuntariamente, desci a Avenida Brasil, a emoção era muito grande, eu tinha medo de errar o passo na hora da marcha, parecia que todo mundo estava olhando pra mim, quando estava quase chegando ao palanque onde as autoridades ficavam, eu olhava pra frente sem fixar o olhar em ninguém foi ai que eu percebi alguém familiar no meio da multidão, minha mãe, ela acenou para mim e bateu continência, como se eu fosse do exercito. Eu sorri e continuei. Depois que passei pela frente do palanque meu pai estava me esperando e me levou para junto da mãe, ela estava feliz, e disse que eu estava desfilando muito bem.
Este foi meu primeiro desfile de Sete de Setembro, espero que os mortos que lutaram pelo Brasil e pela independência tenham gostado tanto quanto minha mãe, porque eu nunca vou esquecer o sorriso dela.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Começam os preparativos para evento patriótico


Já inicia os preparativos para o desfile de 7 de setembro, na escola Adão Valdir Lamota. O evento serve para cultivar nos futuros cidadãos brasileiros o amor pela pátria, saber que os direitos que temos hoje foram conquistados com esforço, porém o patriotismo vem sendo esquecido ao longo do tempo, “vivemos numa época que ninguém canta o hino nacional, e se canta é só por obrigação e sem amor” desabafa Claudinéia que é professora de séries iniciais.


Não houve desfile ano passado, pois o risco era grande dos alunos serem infectados com o surto de gripe A. Na escola grande parte dos alunos irão participar, assim como os alunos projeto ‘Mais Educação’ serão representados, dentro deste projeto são lecionadas várias temáticas como: dança, pintura, xadrez, karatê, recreação, matemática, jornalismo e informática. Cada uma destas matérias terá espaço no desfile sob a instrução respectivo professor de cada matéria.


O evento esta previsto para o dia 7 de setembro que cai numa terça-feira, na parte da manhã. As 6h e 30min um ônibus, cedido pela Semed(Secretária Municipal de Educação), vai estar na frente da escola à espera dos alunos para leva-los até o local do desfile que será na Av: Brasil percorrendo o espaço da T8 até a T1.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Só procurar culpados não resolve o problema

Para resolver problemas de queimadas urbanas, professora diz que não adianta procurar por culpados

Na foto está Carmen e seu filho de 2 anos, Miguel.

É com imenso orgulho que o blog do Jornal Adão Lamota entrevista Carmen Figueiredo, professora e autora do livro “Cadê a Vida que Estava Aqui? O Fogo Queimou!”. O livro foi produzido por alunos de escolas públicas do estado de Roraima, e organizado por ela.

O fogo também é um problema aqui em Rondônia, por isso entramos em contato com Carmen por e-mail, e desde o início ela pareceu interessada em ajudar.

Adão Lamota - No livro “Cadê a vida que estava aqui? O fogo queimou” você não fala de culpados, mas fala de quanto o hábito de praticar queimadas pode ser prejudicial. Isso faz pensarmos que é melhor fazer algo para ajudar do que simplesmente culparmos alguém. Você acha que procurar os culpados é perda de tempo?
Carmen Figueiredo: Eu acredito que aqueles que fazem o uso do fogo de forma irresponsável e ilegal devem ser punidos.Porem, só procurar por culpados não resolve o problema. Deve-se investir na educação e em alternativas viáveis para substituir o uso do fogo. Seja no uso do fogo na preparação da roça e pasto, como também no uso do fogo para queima de lixo domestico. Não é possível cobrar sem discutir alternativas. Se uma pessoa que mora na cidade fala: então está bem, eu não vou queimar meu lixo. Vou fazer o que com ele? A prefeitura faz a coleta do lixo? Desta forma, às vezes os verdadeiros culpados não são aqueles que usam indevidamente o fogo, mas aqueles que deveriam estar promovendo ações que resultariam na não utilização do fogo. Por outro lado, não se pode ficar de braços cruzados esperando que os outros façam algo. A iniciativa tem que ser de cada pessoa. Cada um tem que assumir sua responsabilidade e buscar seus direitos e deveres.

Adão Lamota – O livro tem redações de alunos que são filhos de agricultores e índios, os principais prejudicados pelo incêndio, o que você observou nessas crianças quando elas passaram essa história para o papel?
Carmen Figueiredo:
Percebi que elas estavam com toda essa vivência “engasgada”, pois na oportunidade do incêndio todos foram ouvidos, menos as crianças e estudantes. È como se somente os adultos tivessem capacidade de análise e argumentação. Isso é mentira.As crianças mostraram, um ano mais tarde, que sua vivência e perspectiva sobre o ocorrido era riquíssima e que elas deveriam ter sido incluídas, de alguma forma na discussão. Como viver uma situação tão grave, ver tudo que elas viram e serem ignoradas? Na ocasião do incêndio não houve iniciativas voltadas para ajudar essas crianças/estudantes a processar essa experiência e ouvir sua valiosa opinião.

Adão Lamota – Você concorda que o melhor modo de acabar com o hábito das queimadas rurais ou urbanas é através da educação (tendo em vista as crianças)? Você acredita em reeducação (aqui relacionada aos mais velhos que praticam o hábito)?
Carmen Figueiredo:
Acredito que a educação é a chave para as mudanças de comportamento necessárias com relação ao uso dos recursos naturais em geral. Antigamente existia uma política de incentivo ao desmatamento na Amazônia, e conseqüentemente do uso do fogo que se segue a ele. As políticas vêm sendo modificadas no sentido de se adequarem a nova realidade, porém as alternativas e incentivos (técnicos e financeiros) para efetivar essas mudanças não vêm sendo apresentadas.As mudanças de comportamento, sem duvida, virão com essa geração de crianças e estudantes que estão sendo educadas hoje. Quanto aos adultos, sem o devido apoio técnico e financeiro para incentivar as mudanças, pouco se alcançará.Hoje existe mais cobrança e pouca educação.Voltamos à primeira pergunta: será que somente cobrar e buscar culpados resolve? Ou isso simplesmente serve para se fingir que se está fazendo algo de fato?

Adão Lamota – Na edição do Jornal Adão Lamota de abril desse ano, seu livro serviu de inspiração para uma pequena pesquisa de campo, foram 26 entrevistados ao todo, e todos afirmaram saber dos malefícios das queimadas. Em sua opinião o que falta para acabar de vez com esse hábito?
Carmen Figueiredo:
O uso do fogo na Amazônia envolve situações distintas. Com relação à queima de lixo domestico, seja na zona urbana ou rural, em primeiro lugar é necessário disponibilizar a coleta de lixo e garantir o destino correto para o mesmo. Tendo isso garantido, é fundamental o processo educativo para assegurar que as pessoas vão deixar de queimar e usar o sistema de coleta de lixo. No caso do uso do fogo para a abertura e manejo de áreas para roça e pasto, é fundamental que se disponibilizem alternativas técnicas financeiramente viáveis para os produtores, sejam eles pequenos, médios ou grandes. Se no passado havia incentivos fiscais para desmatar na Amazônia, porque hoje não existem, na mesma proporção, incentivos fiscais para manter a floresta em pé? Se o governo (federal, estadual e municipal) acredita que a floresta em pé tem valor, então porque não de pagar por ela?Ao final, o uso do fogo pode prejudicar a saúde de muita gente. No período de queimadas existe um aumento significativo de casos de doenças respiratórias que é agravado pela fumaça. Dessa forma, o problema com o uso indevido do fogo é de todos, de quem usa e de quem não usa. Pois ao final, todos podem ser prejudicados.

Adão Lamota – Enquanto esteve em Roraima você conheceu os índios Yanomami, o que eles relataram sobre o acidente?
Carmen Figueiredo:
Para os Yanomami era como se o mundo fosse acabar. Em sua mitologia, perder completamente a visibilidade do céu significa um corte no diálogo com os espíritos. Por isso eles acharam que o mundo estava prestes a acabar.Até o incêndio de Roraima, pesquisadores diziam que era praticamente impossível um incêndio de copa na floresta por conta de sua umidade. Roraima mostrou o contrario. Até as margens dos rios foram destruídas. Um ano depois quando passei pelo rio Catrimani, a mata ainda não estava restituída.Outro problema sério que os Yanomami enfrentaram na ocasião do incêndio foi à diminuição drástica da caça, uma de suas fontes de alimento. Muitos animais foram queimados e outros tantos fugiram. Um ano depois ainda existia um grande desequilíbrio.

Adão Lamota – Seu livro foi lançado em 2000, e ainda hoje ele é usado para conscientizar pessoas. Como você se sente?
Carmen Figueiredo:
Não é possível descrever a alegria. Esse livro é um instrumento para dar voz àquelas crianças/estudantes e alertar as outras. Saber que esse elo entre as crianças e estudantes de Roraima e os demais da Amazônia está ativo, é motivo de alegria e de esperança de que essa geração vai ser capaz de enfrentar os problemas e fazer as mudanças tão necessárias para a sobrevivência de todos.

Adão Lamota– Além de escritora, você é professora. Na sua opinião, qual é o papel da educação ambiental na escola?
Carmen Figueiredo:
Em primeiro lugar preciso dizer que acredito na educação ambiental como meta, e não como disciplina. A meta é incluir as temáticas socioambientais atuais em todas as disciplinas de forma a garantir sua inserção plena, como é o tema. Como se poderia colocar um tema tão amplo e estratégico dentro de uma caixinha, de uma disciplina? Se meio ambiente é tudo e todos, então essa temática deve ser inserida em todas as disciplinas para abordar o Maximo de perspectivas possíveis.Outro ponto é a inserção da temática socioambiental a partir da realidade local. De que adianta ter uma disciplina de educação ambiental em uma escola de Ji-Paraná, por exemplo, e as cartilhas de alfabetização de livros didáticos apresentarem uma realidade tão distante daqueles estudantes. Ensina-se usando elefantes e girafas, mas esses estudantes vão lidar com açaí e pupunha. Nada contra os animais africanos, mas acho que o governo deveria garantir nos materiais didáticos informações sobre nossa fauna, flora e diferentes culturas antes de se começar por referências de fora. Nessa linha de trabalho, eu desenvolvo uma ação de capacitação com professores de 1ª a 4ª série do ensino fundamental na Amazônia que visa à elaboração, pelos próprios professores, de material interdisciplinar com temas socioambientais. Os temas são definidos pelos próprios professores a partir de sua realidade de prioridade. Os resultados tem sido ótimos e os professores relatam que o processo de aprendizagem melhora quando eles utilizam temas que fazem parte da realidade do aluno.

Adão Lamota – O que fez você se interessar por meio ambiente?
Carmen Figueiredo:
Na verdade, eu sou indigenista e trabalho com essas populações há 20 anos. Conviver com esses povos que dependem da floresta para garantir sua sobrevivência física e cultural me fez aprender como o meio ambiente é parte de nossa vida. Antes disso, eu também acreditava que meio ambiente era bicho e mato. Que o ser humano era superior a isso. Depois percebi que o ser humano não vive sem o meio ambiente. Não se vive sem ar puro, água e comida. Por isso, destruir os rios e a mata com tudo que nela vive vai prejudicar a nós mesmos. Achar também que a Amazônia é grande, tem muita água e floresta e que não vai acabar e que se pode tirar tudo é ignorância. Cada um desmata um pouco e acha que aquele pouco não vai fazer falta. Todo dia eu jogo uma garrafa de plástico ou outro tipo de lixo no rio. Imagine milhares de pessoas fazendo a mesma coisa. É preciso pensar além de nossos atos e necessidades individuais. O problema, por exemplo, não é desmatar para plantar comida ou criar gado, o problema é como se faz isso. É preciso consciência no uso correto dos recursos naturais para que não faltem mais tarde. Voltamos à necessidade de investimento na educação e tecnologia acessível para se garantir o uso sustentável dos recursos naturais de forma a garantir a qualidade de vida dessa e das futuras gerações.

Cadê a vida que estava aqui? O fogo Queimou!

sábado, 12 de junho de 2010

Coleta seletiva: o descarte correto que ninguém faz


Nos lugares que freqüentamos, lá estão elas: latas coloridas que nos incentivam a separar vidro, plástico, metal e papel. As boas intenções dos que descartam o lixo no seu respectivo cesto não são valorizadas. “A coleta seletiva não existe. Só quando há interesse particular” diz a coordenadora do curso de Biologia do CEULJI/ULBRA. “Aqui mesmo em Ji-Paraná não tem política pública sobre isso”.


Quando a coleta seletiva é realmente implantada em uma cidade há geração de renda, mas para que isso possa iniciar, é preciso investimento. “A prefeitura e o governo, por enquanto, não demonstraram interesse” diz Cleide. Segundo a coordenadora também haveriam benefícios como menos impacto ambiental e se resolveria parte dos problemas sociais com a renda gerada.


Mesmo com a falta de estímulo de terceiros, existem alternativas para os interessados em dar um fim consciente em seu lixo. “Quem quiser fazer sua parte tem que levar o lixo separado para empresas particulares” conta Cleide. “Essas empresas de Ji-Paraná estão comprando lixo de outros municípios porque quase não há procura de interessados”.

14 motivos para separar seu lixo

Existe, mas ninguém pratica


No ensino médio, todos ouvem falar dos três erres da educação ambiental – reduzir, reutilizar e reciclar. Vemos o símbolo com a letra dentro de três flechas em embalagens, cartazes, outdoors, camisas e outros objetos. Mesmo estando estampado em todo lado, os três erres parecem não fazer efeito. “Agora existe até cinco erres que focam o reaproveitamento do lixo, mas isso não funciona”, conta Cleide Resende, coordenadora do curso de Biologia do CEULJI/ULBRA.


Esses “erres” servem para facilitar a conscientização das pessoas para o controle da produção de lixo, algo que tem atingido altos picos de desperdício, poluição e lixo, muito lixo. Uma cidade como São Paulo produz por dia lixo equivalente a quatro edifícios. Contrastando com essa realidade, o “r” do reciclar se sobressai, ao menos na teoria. “Existe muito daquela história de transformar uma garrafa PET em bolsa, porém isso é uma forma de retardar o descarte de lixo”, explica a coordenadora.


Cleide acha que entre os erres, o único que as pessoas deveriam adotar é o reduzir, pois o reciclar não existe, “A reciclagem é um processo caro”. Mas ainda assim, reduzir o lixo é um desafio, “Reduzir lixo interfere na cultura das pessoas. Ninguém quer abrir a mão do prático, ninguém quer abandonar velhos hábitos”.

Compostagem, uma saída para os preocupados com lixo

Uma riqueza passa por nossas mãos enquanto não percebemos. Cortamos frutas, legumes e verduras e nos livramos das cascas, e nem sabemos que elas podem virar adubo de jardim. Em período de agrotóxicos e transgênicos, muitas pessoas estão optando por ter uma horta em casa, a procura por adubo aumentou. “A qualidade desse adubo é melhor do que o adubo químico, porque não degrada o meio ambiente”, explica o acadêmico de Biologia do CEULJI/ULBRA, Roberto Ribeiro Rodrigues.

O nome da prática que transforma materiais orgânicos em adubo chama-se compostagem, esse processo é uma alternativa para transformar restos que achamos não ter utilidade. “Essa prática é uma saída para reduzir pelo menos o lixo orgânico” acrescenta o estudante.

Ainda há alternativa para os preocupados com o meio ambiente que moram em apartamentos. “A pessoa pode colocar o lixo orgânico em um recipiente de plástico, lá os organismos anaeróbicos irão decompor esses restos, em um período de seis meses haverá uma massa preta, esse é o adubo”.

sábado, 29 de maio de 2010

Onde está o respeitável público?

Ji-Paraná tem teatro, tem atores e peças teatrais. A única coisa que falta é público para apoiar os trabalhos artísticos nativos.



O rapaz de gravata vermelha é o ator Otávio em uma de suas apresentações artísticas.


Ji-Paraná também tem teatro, onde constantemente são feitas apresentações artísticas, mas há um problema: “Há quem queira se apresentar, mas ainda falta público”, explica Otávio Miguel Chaves Souza, ator do grupo independente de teatro Companhia Auá.

O ator explica que o grande problema é a falta de interesse da parte das pessoas, “Existem peças ótimas produzidas aqui, melhores até que algumas que vieram de fora, só falta as pessoas conhecerem”.

Apesar do teatro em Ji-Paraná não render muito dinheiro, Otávio continua persistindo devido seu amor a arte. Pois foi no teatro que ele se encontrou, “Seja nos palcos, nos ensaios ou em oficinas de teatro, eu me sinto leve, solto. Como se aquele espaço fosse só meu”.

Quanto a interpretação de personagens, Otávio diz que cada ator tem sua técnica. “Eu particularmente incorporo o personagem” conta.

A água não pode esperar



Na manhã de 21 de maio, sexta-feira, um trator foi arrumar o chão de terra das ruas Dom Bosco e Vilagran Cabrita, ambas pertencentes ao bairro Casa Preta. A vendedora Maria José da Conceição escutou um barulho na rua e foi verificar, “O motorista passou com o trator em cima de um cano e o quebrou” relata.


Sueli Araújo Rodrigues, outra moradora conta que não é a primeira vez que acontece isso no local. “Moro aqui há 19 anos, e todo ano vejo um trator quebrar um cano”. Sueli diz que sua ex-vizinha sofria com isso, “Ela ficava sem água e quando procurava a CAERD, eles demoravam entre 20 a 30 dias para arrumar o cano”. Por causa disso, essa ex-vizinha mudou-se para Vilhena.


Aparentemente ninguém ficou sem água no bairro. Aquela sexta-feira acabou e o fim de semana chegou, o cano quebrado continuou a desperdiçar água. As crianças logo acharam uma utilidade: “Era tanta água jorrando que as crianças resolveram tomar banho e se divertir” conta Elielson Santos, morador do bairro há um ano.


Ainda no sábado, dia 22, o Jornal Adão Lamota entrou em contato com a CAERD. Dos cinco números de telefone disponíveis na lista de contato da cidade, apenas um atendeu. O atendente não soube responder as informações, porém, disse que mandaria funcionários para verificar o problema. Os moradores dizem não ter visto ninguém.


Durante o fim de semana o cano não foi concertado, a água continuou “indo embora”. O problema só foi resolvido na manhã de segunda-feira, dia 24 de maio, três dias depois.


Cleide Resende, coordenadora do curso de biologia do Ceulji/Ulbra, acha que essa demora foi um descaso com a água, um recurso que pode acabar. “A CAERD poderia ter um plantão para poder conter esse desperdício”, Ela ainda conta que “não é a primeira vez que eu me deparo com uma situação dessas, já vi canos estourados como esse e a CAERD também demorou tomar providências”.

Clique aqui e veja um vídeo do cano estourado

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Na mira do pneu

Professor fala sobre o saudável convívio entre espécies e como os animais podem ser protegidos da confrontação com carros.


O mesmo meio que nos transporta, também pode virar uma arma, é abaixo de pneus que muitos animais perdem suas vidas.


Todos já ouviram que há vinte anos Rondônia era só “mato”, como os mais velhos explicam. Esse mato já abrigou muitas espécies de animais, que ainda facilmente encontramos por nossa cidade. “A vivência desses animais conosco não é algo necessariamente ruim, signfica que temos uma água boa, um solo bom, uma boa qualidade de ar. Quando o ambiente é muito poluído, existem menos espécies vivendo nele" conta o professor de biologia do Ceulji/Ulbra Antônio dos Santos.

Conviver com a diversidade realmente não é algo ruim, o problema é quando há um confronto entre estruturas humanas e animais. Um exemplo dessa confrontação é o atropelamento de animais, algo comum em nossas estradas. "Nesse caso, os animais saem perdendo, são atropelados de um modo geral" acrescenta o professor.

O professor logo fala da solução: "Existem locais que as estradas são altas, possibilitando que os animais passem por baixo, evitando atropelamentos". O professor ainda sugere que "a engenharia e arquitetura poderiam desenvvolver novas tecnologias considerando as características ecológicas desses animais".

Vitória, um pau-brasil que não desiste

Apesar de estar "plantada", a árvore Vitória participa das brincadeiras dos alunos da Escola Adão Lamota. E aguentar essas brincadeiras durante dez anos, não foi fácil.


Vitória: brasileira, persistente e xodó dos funcionários e alunos.


Se a árvore Vitória pudesse falar, contaria muitas histórias. Ela chegou na escola Adão Lamota como uma pequena muda entre os anos de 1998 e 1999. Sua magreza e aparente “falta de nutrição” fazia as pessoas pensarem que não passaria dali. “A árvore era fininha com um pouco mais de um metro, achávamos que a morte dela era certa” conta Jane Maria Rodrigues, professora da escola desde 1996.

Além de ser debilitada, a árvore agüentou muita peraltice, “As crianças viviam passando por cima dela, a árvore quebrou várias vezes” relata a professora. O clima ajudava a judiar de Vitória, “A chuva deixava as raízes dela encharcadas, e ela caia”.

Felizmente a natureza foi mais forte. Vitória é um pau-brasil, e por ser brasileira não desiste nunca. Professora Jane reflete: “Ninguém achava que ela ficaria como é hoje”. Vitória está no pátio da escola, motivo que a faz participar das brincadeiras das crianças que sobem nela, aproveitam sua sombra e os fortes galhos para amarrar cordas e fazer um balanço.

Professora Jane conta ainda que o que um aluno de seis anos com Síndrome de Down faz: “A primeira coisa que ele faz quando chega a escola é procurar a árvore para brincar com suas folhas”.

Vitória ainda tem tempo para ensinar crianças e adultos a melhor lição: a de ser persistente para conquistar a vitória.

Radio na escola ajuda no desenvolvimento de crianças

Por Edimarlon Oliveira Campos

A aluna Larissa grava suas falas de apresentadora do programa "Intervalo Ecológico".


Na escola Adão Valdir Lamota o que não falta são crianças carregadas de um vigor que não finda. O barulho é inevitável principalmente sob o calor tropical intenso que recarrega as energias que já não eram poucas, porém por alguns instantes, o barulho cessa, ouvimos apenas uma voz infantil dizendo: -Boa tarde, começa agora a Rádio Escola. Esta é uma iniciativa de Vinicius Mello que leva o contato da produção radiofônica a crianças de 08 a 12 anos, alunos do projeto Mais Educação.

Mais Educação é um projeto do governo federal que visa tirar as crianças da vulnerabilidade, dar alimentação de qualidade, conhecimento, cultura e tirar o contato de alguns perigos que possam atingi-la.Para o desenvolvimento de cada atividade, o governo federal repassa recursos para ressarcimento de monitores, materiais de consumo e de apoio.

O programa de rádio será gravado na própria escola Adão Valdir Lamota, onde Vinicius da aula nas quartas e sextas no período da tarde, editado por Vinicius e posteriormente veiculado nos corredores da Ulbra e também disponibilizado no blog do Jornal Adão Valdir Lamota.

O projeto de rádio é outro subsidio para melhorar a qualidade da educação e que as crianças vão passar a conhecer. A aula de Jornal na escola melhora a escrita, oralidade e a comunicação.

"O resultado já esta acontecendo e é evidente, as crianças estão mais disciplinadas e melhoram bem o desenvolvimento e a compreensão em sala de aula", afirma Isabel Moreira Mohr, Vice Diretora da escola Adão Valdir Lamota.

Ouça o programa de rádio produzido com os alunos

sábado, 22 de maio de 2010

Cano quebrado desperdiça água no Casa Preta

Moradores afirmam que todo ano um trator quebra algum cano e a água é desperdiçada, eles ainda dizem que a empresa responsável pela distribuição de água demora para resolver o problema.
Moradora afirma que depois de estourar o cano, o motorista foi embora.

Na manhã do dia 21 de maio, um trator foi arrumar o chão de terra das ruas Dom Bosco e Vilagran Cabrita, pertencentes ao bairro Casa Preta. De acordo com a vendedora Maria José Vieira da Conceição, 23 anos, moradora do bairro há um ano, depois de meio-dia o trator estourou um cano. “Depois de ver o que fez, o motorista foi embora” conta Maria. (Clique aqui e veja um vídeo do estrago)

A vendedora de 53 anos, Sueli Araújo Rodrigues, mora na rua mais tempo, para ela o cano quebrado não é nenhuma novidade, “Já tem 19 anos que moro aqui. Todo ano o trator vem arrumar a rua e quebra o cano”. Pode-se dizer que ainda existe uma parte pior nessa história: “A CAERD demora cerca de 20 a 30 dias para arrumar esse cano” conta a moradora.

Aparentemente as casas próximas ao acidente não ficaram sem água, porém, os moradores temem que esse desperdício chegue até o bolso deles.


Até a manhã de hoje (22/05) o problema não foi resolvido. O morador Elielson Santos conta que o cano quebrado ganhou uma utilidade. "As crianças estão aproveitando para tomar banho".


O blog Adão Lamota entrou em contato com a CAERD para confirmar o que os moradores dizem, ninguém soube responder. O atendente informou que irá mandar funcionários para verificarem o problema.



segunda-feira, 17 de maio de 2010

Rondonienses apostam em concurso

Com a esperança de mudar de vida, mais de 5.000 rondonienses se inscreveram no concurso da Caixa Econômica Federal, que aconteceu no último domingo, dia 16.



Você gostaria de trabalhar seis horas por dia e ganhar R$1.452,00 por mês? Com essa proposta de emprego, a Caixa Econômica Federal fez com que 700.211 brasileiros se inscrevessem para concorrer a vaga de técnico bancário novo. Segundo dados publicados no site do CESPE, foram 248.688 inscritos em São Paulo e no Rio (locais que teve um concurso exclusivo) e mais de 400.000 no resto do país.

Os números em Rondônia também impressionaram. Foram 3.093 em Ji-Paraná e 2.286 na capital. Os interessados em participar do concurso que moram nas cidades de Cacoal, Jaru, Ouro Preto, Pimenta Bueno, Rolim e Vilhena tiveram que se inscrever em Ji-Paraná, motivo que fez o município ter mais inscritos que Porto Velho.

Entre os candidatos estava a dona de casa de 43 anos, Vera Lúcia Silva. Ela quer ter um emprego com todas as vantagens que o concurso está oferecendo. Porém, a falta de tempo apareceu como vilã. “Estudei pouco, mas tenho esperanças de passar”. Caso não passe, Vera diz sorrindo que “a vida continua”.

A funcionária pública Vilmara Araújo, 27 anos, veio de Cujubim com um objetivo. “Estou fazendo o concurso com esperança de transferir para um lugar com faculdade, onde moro não é muito acessível”. Vilmara também estudou pouco, mas isso não foi motivo para desânimo. “Espero passar e ser chamada” finalizou.

Clique aqui e veja os gabaritos e as provas do concurso.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Um Novo olhar

Acadêmicas do curso de pós-graduação de Psicopedagogia da FAMA adquirem uma nova forma de olhar criança.

Integrantes do trabalho de conclusão de curso pousam para a foto.


No dia 30 de abril, a diretora da escola Adão Lamota, Betânia Viera de Carvalho apresentou seu trabalho de conclusão do curso de pós-graduação de Psicopedagogia Clínica e Institucional pela FAMA (Faculdade da Amazônia).

O grupo da diretora que “virou aluna novamente” apresentou um trabalho com um olhar diferente, algo que mudou o rumo da pesquisa. Esse olhar se referia à criança observada na anammnese (investigação da dificuldade) que revelou algo diferente da “queixa” do aluno. Segundo a mãe e a escola, essa criança tinha indisciplina. “Descobrimos que esse não era o problema do garoto que analisamos, na verdade ele tinha problemas com a autoestima” explica Betânia.

A diretora também conta que existem muitas crianças na escola com problemas de autoestima, e que para ajudá-las, os professores devem se preparar com “cursos, livros ou pesquisa”. Ela ainda lembra que “a profissão não é fácil”.

Na entrevista ao Adão Lamota Blog, Betânia finaliza com uma frase utilizada para reforçar a argumentação sobre a importância de buscar conhecimentos com o objetivo de ajudar, “A valorização do ser humano é melhor do que a salarial”.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Mãe, fica perto de mim

Alunos homenagearam as mães com jograis, mensagens e canções.


Alunos, mães e funcionários da escola Adão Lamota se reuniram na última sexta-feira, dia sete de maio. O evento aconteceu em três turnos e trouxe uma programação repleta de homenagens: canções, mensagens, jogral, poesia e solidariedade – algo que ficou por conta da rifa que teria os lucros destinados a uma mãe que queria pagar a cirurgia de seu filho.



Entre as homenagens, houve choro. "Vimos mães com lágrimas, completamente emocionadas" relata a vice-diretora Isabel Morh. "Algumas diziam que não tinham percebido que seus filhos cresceram.



Isabel Morh conta que esse evento comemorativo serve para aproximar a escola e a comunidade. Como Isabel também é mãe – de quatro filhos, ela explica que não gostava muito dessa data porque estava longe de sua família, que mora em São Paulo. "Hoje meus filhos me animam e me fazem sentir especial"

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Cadê a vida que estava aqui? O fogo queimou!

O título acima é de um livro escrito pela professora Carmen Figueiredo e por estudantes da 1° a 7° série, filhos de agricultores e de índios de Roraima. O livro foi tema de uma das aulas da oficina de jornalismo do Programa Mais Educação do colégio Adão Lamota, e foi nessa aula que os alunos escreveram frases para conscientizar a população de Ji-Paraná.
É muito comum encontrar fogueiras como esta na época da seca.

Quando pensamos em natureza, uma série de reflexões sobre nossa relação com ela vem em mente. Os verbos desmatar, poluir e consumir tem feito parte do nosso cotidiano, comprometendo aquilo que temos de mais valor: a vida. Felizmente existem pessoas preocupadas com as consequencias da nossa relação com o meio ambiente. Essas pessoas engajam-se para ensinar os outros seres humanos a respeitarem o ambiente que vivem. Carmen Figueiredo é uma professora que adotou o meio ambiente como sua principal preocupação. "Eu queria que todos vocês entendessem que meio ambiente não é bicho nem planta. Meio Ambiente é tudo e todos" disse ela em uma entrevista ao site divertudo.

Ela tornou-se escritora quando saiu de Brasília e foi para Amazônia -necessariamente em Roraima - conhecer a realidade dos povos indígenas. Ao chegar lá, Carmen se deparou com algo: os estudantes índios não tinham livros que falassem sobre o que eles viviam. Para mudar isso ela publicou o livro "Cadê a Vida que estava aqui? O Fogo queimou!" que teve a participação de alunos filhos de índios e de pequenos agricultores - pessoas que vivem da terra.

O livro conta a triste história de um incêndio que aconteceu em Roraima no período da seca em 1998, e destruiu cerca de 14.000 km². Animais morreram, as florestas ficaram arrasadas e a tribo dos Yanomani ficou completamente comprometida, afinal, eles viviam da caça e do que as florestas produziam. A professora não se preocupou em encontrar culpados, mas através do livro quis ensinar que um fogo considerado "insignificante" pode se tornar um incêndio, principalmente quando se trata de época da seca, período que iremos entrar nos próximos meses.

Rondônia também tem algumas semelhanças com Roraima - além do nome que as pessoas de fora insistem em confundir. Em nosso estado observamos várias pessoas praticando um hábito que aparenta ser inocente, mas que também nos compromete: As queimadas, sim, aquela queima de gramados, restos de jardim ou galhos de árvore secos. É até fácil encontrar fogueiras em nossas cidades, nossas ruas estão acinzentadas e de vez em quando nos deparamos com um ar nada agradável (fumaça) que incomoda e agrava a situação de quem tem problemas respiratório. Ainda dá para citar a zona rural, onde as pessoas plantam, colhem e queimam. As pessoas ainda não se dão conta que um solo que é constantemente queimado fica infértil, algo que pode ameaçar quem vive da terra, como na história do livro. Existe um culpado? Sim. Carmem Figueiredo diz no livro que o culpado é o fogo.


Pesquisa

Vinte e seis moradores do bairro Casa Preta responderam um questionário sobre o assunto ao Jornal Adão Lamota, descobriu-se que doze deles sofrem ou têm alguém da família que sofre de problemas respiratórios, vinte afirmam ver fogueira nas ruas frequentemente, e quando se deparam com as queimadas, dezessete sentem-se indignados e nove se consideram a situação indiferente.
Na escola

Na oficina de jornalismo do colégio Adão Lamota o livro virou tema da aula do dia 23 de abril. Após verem o que aconteceu com Roraima e a tribo dos Yanomami, os alunos escreveram frases para conscientizar a população de Rondônia.(Veja o quadro)

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Professores ganham aumento no dia do trabalho

Professores municipais de Ji-Paraná entraram em greve entre os dias 24/03 a 1/04. Eles exigiam melhorias trabalhistas, já que tinham o pior salário do estado de Rondônia.

Na greve, os professores municipais se reuniram no gabinete da prefeitura.



Nos dias 24/03 a 1/04 os professores do município entraram em greve. Havia um motivo: "Fizemos uma pesquisa em 2009 e descobrimos que o salário do professor em Ji-Paraná era o pior de Rondônia" conta Elvis Gomes, superintendente de gestão.

A greve trouxe benefícios que prometem ser o início de uma nova era na história da educação de Ji-Paraná, já que os professores municipais conquistaram um reajuste salarial de 20% que irá valer a partir de 1° de maio – dia do trabalho. Além do aumento, o secretário José Vanderlei Nunes, o prefeito e a SEMED(Secretaria Municipal de Educação) pretendem mudar o que foi realidade em 2009, a parceria estabeleceu a meta de fazer o salário do professor de Ji-Paraná o maior do estado. "Queremos priorizar o professor, se as condições de trabalho estiverem boas haverá uma melhora na qualidade de ensino" acrescenta Elvis.

As conquistas fizeram o professor municipal ser um pouco mais valorizado. "Essa valorização é gradativa" resume o superintendente. Ele explica também que esse aumento é uma grande vitória comparando com outros lugares, "Em nível de Brasil não houve um reajuste desses nos últimos dez anos".

Ponte: Mesmo que reformar sua casa com você dentro

Apesar de parada, no dia 7 de abril, a ponte sobre o Rio Machado parou novamente, só que dessa vez foi por uma boa causa: O Movimento Ponte Livre reuniu vários manifestantes que exigiam o mais rápido possível a entrega da obra (que iniciou fim de 2008 e a entrega estava prevista para fim de 2009). O movimento foi formado por várias entidades empresariais de Ji-Paraná, uma delas foi a ACIJIP, instituição que o entrevistado Charles Hilgert faz parte, e é ele que esclareceu algumas duvidas que foram publicadas no Adão Lamota.


Os manifestantes colaram adesivos do movimento em carros e motos.


ADÃO LAMOTA - Você acha que a obra da ponte iniciou de forma planejada? Em algum momento as autoridades pensaram em não causar transtornos à população jiparanaense?
Charles Hilgert - Nós entendemos que nenhuma autoridade faria uma obra desse vulto pensando em causar transtornos à sociedade, e sim em resolver problemas maiores futuros. É certo que fazer uma obra desse vulto com fluxo de veículos sobre a mesma é muito mais difícil. Usando a comparação que foi citada pelo Engenheiro Eusébio, Diretor da empreiteira contratada, é o mesmo que realizar uma reforma em sua casa com você morando dentro.

ADÃO LAMOTA - O trânsito é uma realidade em grandes metrópoles. O que você acha dessa realidade em Ji-Paraná?
Charles Hilgert -
O grande fluxo de veículos na cidade de Ji-Paraná é fruto da atual fase de desenvolvimento e crescimento pelos quais nosso estado está passando. Prova desse fato é o aumento de empresas e novos negócios que surgiram nos últimos anos e continuam surgindo todos os dias. Isso se reflete em nossa economia, com maior distribuição dessa riqueza gerada. Todos estão podendo participar desse bom momento.

ADÃO LAMOTA - Como surgiu a ideia do movimento ponte-livre?
Charles Hilgert -
Surgiu da necessidade da sociedade em geral em função dos problemas que a obra da ponte vem infringindo ao nosso município e a todo o estado de Rondônia. É notório que essa obra é necessária, porém complexa, visto estar sendo executada ao mesmo tempo em que está sendo utilizada, porém os prejuízos que vem causando aos negócios internos de nossa cidade estão chegando a um momento crítico. Acreditamos, juntamente com várias outras instituições de nosso município, como CDL, JICRED, OAB, e outros adeptos ao movimento que foi uma maneira ordeira e sem prejuízos ao já precário trânsito na ponte, de sensibilizar os órgãos responsáveis por sua execução quanto a urgência de conclusão da mesma.

ADÃO LAMOTA - Depois de um tempo parada, as obras parecem ter voltado - com menos trabalhadores que antes - Você se sente vitorioso?
Charles Hilgert -
As entidades de classe fizeram essa manifestação no sentido de sensibilizar aos nossos mandatários sobre a urgência de conclusão dessa obra. Temos plena convicção de que todos os esforços estão sendo feitos pra acelerar ao máximo sua conclusão.

ADÃO LAMOTA - O que o senhor acha da explicação do atraso? Assis Canuto disse à imprensa que a ponte atrasou porque não estava previsto o reforço da ponte antiga, e com esse serviço adicional aumentou-se o orçamento, e projeto retornou a Brasília.
Charles Hilgert -
Até onde pudemos acompanhar através da mídia e de audiências públicas realizadas sobre o assunto, nossa ponte é de uma execução complexa, visto a necessidade da construção de duas pontes novas e de projeto moderno, uma de cada lado de uma ponte antiga, construída há mais de 40 anos e com estrutura pra veículos menores dos que estão atualmente rodando em nossas estradas. Não temos condições de opinar sobre questões técnicas da execução do projeto criado pelo DNIT pra solução dessa duplicação de ponte, mas acreditamos que todas as atitudes necessárias pra que seja concluída com agilidade e rapidez são foco dos esforços do DNIT, Prefeitura de Ji-Paraná e da empreiteira contratada.

ADÃO LAMOTA - Agora com a fiscalização do DNIT, o senhor acha que a ponte será entregue em 60 dias?
Charles Hilgert -
A obra é fiscalizada desde seu início pelo DNIT, por se tratar de obra em rodovia federal, pela Prefeitura Municipal, por ser a administradora da verba, e principalmente por nossa população, que diariamente precisa passar por ela. Em Audiência Pública realizada pela Câmara de vereadores de Ji-Paraná, foi informado pela empreiteira responsável que está com toda a estrutura pronta pra entrar na ponte e entregar somente as quatro pistas de rolagem, ou seja, a parte superior da ponte, dentro desse prazo. Porém é necessária uma autorização do DNIT pra iniciar esse processo. A obra da ponte somente será concluída após as correções na parte velha da mesma, as quais dependem dessa autorização do DNIT, e tomará mais tempo. Mas estas pistas de rolagem liberadas pra tráfego já normaliza a questão para os Ji-Paranaenses.

ADÃO LAMOTA - Já que estamos em ano de eleição, que mensagem o senhor deixaria aos políticos que irão sair e os que vão entrar?
Charles Hilgert -
Nossa mensagem é pra que estejam cada vez mais sensíveis a causas da classe empresarial, e dos demais membros de nossa sociedade. Nós já estamos com uma carga tributária sabidamente alta e precisamos de muitos investimentos em infraestrutura e nos demais serviços públicos. Nossa legislação trabalhista precisa ser modernizada, bem como a legislação tributária. Sabemos que muito esforço tem sido empregado nestes assuntos. Muito mais será necessário empregar, e com maior agilidade. Estamos convictos de que todos os candidatos estão cientes destes e de muitos outros problemas que deverão ser sanados.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Feliz código novo, feliz código velho


O novo Código de Ética Médica (CEM) entrou em vigor dia 13 de abril, e virou tema de discussão, o que algumas pessoas não sabem é que o código já existia, o que houve agora foi um tipo de atualização devido aos tempos modernos.

Por Vinícius Mello

Apesar de ser chamado de novo, o código de ética médica já existia - o primeiro foi implantado em 1944. O que entrou em vigor no dia 13 de abril é a sexta mudanças nas regulamentações, “a diferença do novo código é que haverá mais fiscalização” explica o médico cardiologista Urubatan Mello de Almeida. Uma prova disso são as faltas em plantões - algo que já era proibido antes – e que agora o hospital responderá. “Se o médico faltar, o hospital é obrigado a arrumar outro para substituí-lo”.


Outra mudança muito discutida são as receitas médicas ilegíveis. Sim, aqueles rabiscos que fazemos a maior força para tentar entender e que achamos que todo estudante de medicina aprende a ser assim na universidade, “Isso é um mito. As letras das receitas ficam assim porque o médico tem que atender muitos pacientes, é muita correria.” complementou o cardiologista. Correria não será mais motivo para garrancho já que haverá um controle mais rigoroso em cima desses profissionais. “O médico deverá se adequar as novas normas”.


A genética também foi citada no novo código. De acordo com as novas normas as manipulações em embriões estão proibidas, nada de escolher cor dos olhos, cabelo e pele ou até o sexo do bebê, nada de “fábrica de seres humanos” - algo muito discutido nas últimas décadas.


Quanto à relação médico-paciente tudo indica que só irá melhorar, principalmente quando o paciente quiser uma segunda opinião, o médico não pode opor-se a isso. Falando de atendimento médico, o cardiologista explicou que o “velho” código de ética já exigia que o paciente fosse bem tratado. “O médico deve explicar, ouvir e principalmente tratar bem. Deve haver uma empatia entre os dois”.

14 motivos para separar seu lixo


Na matéria "Coleta Seletiva: O descarte que ninguém faz" a entrevistada Cleide Resende falou um pouco sobre o problema da reciclagem em Ji-Paraná, e apesar a situação ser pessimista, o cidadão preocupado pode separar seu lixo e levar até empresas de reciclagem, pois segundo a entrevistada, as empresas que trabalham com reciclagem estão comprando lixo de cidades vizinhas.


  1. Menor redução de florestas nativas;

  2. Reduz a extração dos recursos naturais;

  3. Diminui a poluição do solo, da água e do ar;

  4. Economiza água e energia;

  5. Possibilita a reciclagem de materiais que iriam para o lixo;

  6. Conserva o solo. Diminui lixo nos aterros e lixões;

  7. Prolonga a vida útil aos aterros sanitários;

  8. Diminui os custos da produção, com o aproveitamento de recicláveis pelas indústrias;

  9. Diminui o desperdício;

  10. Melhora a limpeza e higiene da cidade;

  11. Previne enchentes;

  12. Diminui gastos com limpeza urbana;

  13. Cria oportunidade de fortalecer cooperativas;

  14. Gera emprego e renda pela comercialização de recicláveis.

Coleta Seletiva: O descarte que ninguém faz